Como valorizar o trabalho do artesão

Mestres artesãos merecem ser valorizados

Hoje estou vindo falar do quanto é importante valorizar o trabalho daquele artesão que produz arte popular. Aqui estou me referindo ao tipo de artesanato que por suas características está fortemente ligado à cultura de uma região, cidade ou estado. Aquele artesanato que conta história pois foi passado de geração para geração, assim permanecendo até os dias de hoje. Essa arte popular, que tem um senso de estética diferente, precisa ser valorizada e preservada.

Esse tema surgiu em função do trabalho realizado pela Clébia Nóbrega da Artrenascença e que vou contar aqui para que possa servir de incentivo para outras pessoas nas mesmas condições.

 

Dona Odete Cavalcanti Maciel candidata ao título de Patrimônio Vivo da Cultura A Clébia trabalha com um grupo de rendeiras da Renda Renascença, no interior de Pernambuco. Esse estado possui uma lei de incentivo que confere todo ano um título vitalício de Patrimônio Vivo para três artesãos ou grupo de artistas que realizem um trabalho de divulgação da cultura pernambucana. O título dá direito a uma ajuda de custo mensal e pede em troca que a pessoa agraciada participe de eventos culturais propagando o seu conhecimento.

 

O título é algo bastante disputado e esse ano a Clébia se esforçou para reunir toda a documentação necessária buscando obtê-lo para Dona Odete Cavalcanti Maciel. Segundo a Clébia, Dona Odete nasceu em Poção, e já reside em Pesqueira há mais de 50 anos. No alto dos seus 82 anos de idade ela continua a produzir maravilhosas peças de renda renascença, e como participa ativamente da transmissão da cultura da renda, ela foi selecionada para a fase final de escolha do título.

Aqui eu pergunto para vocês e peço a gentileza para que respondam acessando a enquete:

  1. Vocês sabem se em seus estados existe alguma política semelhante à essa?
  2. Vocês consideram que a Renda Renascença seja merecedora de ter uma representante eleita como Patrimônio Vivo da Cultura?
  3. Participe da enquete


Respondendo vocês estarão dando um retorno importante para a Clébia que deseja saber como a Renda Renascença é vista em todo o país. E para quem ficou curioso, o órgão responsável pela seleção dessas pessoas é o FUNDARPE (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco) e o resultado será divulgado em dezembro.

A dica aqui é que se você conhece alguém que realiza um trabalho dessa natureza e mereça um auxílio para continuar trabalhando, procure em sua cidade, na prefeitura ou num representante do seu estado, qual órgão confere esse benefício em nome da cultura. E se tiver uma história para contar, nos escreva.

A Vila está torcendo por Dona Odete.

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17 Responses to Como valorizar o trabalho do artesão

  1. Priscila 19 de agosto de 2013 at 19:46 #

    Faço renda de Bilro e moro em Brasília, fico triste por que essa técnica tão linda e maravilhosa está sumido, as filhas das rendeiras não querem da continuidade a tradição, e isso contribui para que acabe, mas se depender de mim, não vai acabar, pois adoro ensinar, amo todo tipo de artesanato.

    • Cris Turek 20 de agosto de 2013 at 16:11 #

      Priscila isso mesmo, taí um ótimo projeto: dar aulas de Renda de Bilro. Pense seriamente nisso.Temos certeza de que há muitas pessoas interessadas.

  2. maria regina costa 13 de junho de 2012 at 11:29 #

    se o Brasil tivesse mais pessoas iluminadas como D. Odete e Clebia certamente não estaríamos neste pais com esta desigualdade tão grande! parabéns!adorei!

  3. Daise 15 de janeiro de 2012 at 22:43 #

    D.Odete achei lindo seu trabalho e qd vi a senhora sentada me lembrei de minha vozinha .Me deu muitas saudades, quanta coisa eu não tive a oportunidade de aprender com ela . Aqui vai minha torcida sincera pela senhora hj e sempre . De uma amiga desconhecida da internet .(RJ)

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