As “Cabeças” de Chico Ferreira, parte 1

Chico Ferreira, ceramista paraibano

Em 1957 Chico Ferreira vem para esse mundo na cidade de Catolé do Rocha, Paraíba. O Sertão paraibano, berço também da arte rupestre nordestina, atou o laço que une o artista ao tema fauna, presente em momentos importantes de sua trajetória profissional, como na exposição “O prato é porco”, onde serve-se do animal como instrumento de crítica.”

“O porco simboliza tanto a fartura como a orgia política e econômica que predomina no Brasil”, comenta o artista. Ao longo do tempo esse questionamento crítico se utiliza da figura humana.

Escultura Cabeça de Chico Ferreira

Fruto de extensas pesquisas e resultado das reflexões que fez em suas andanças pela Europa, onde expôs suas obras e pôde admirar as obras dos grandes mestres, a série “Cabeças” é a conquista de uma nova estética.

Em cerâmica vitrificada, as obras retratam o jovem urbano enquanto expressão das novas tribos que os tempos modernos trouxeram para as cidades e da leitura que fazem do meio em que vivem.

Em 2006 o artista reúne um conjunto impressionante de peças da coleção “Cabeças” na exposição “A Caminho do Cabo” no Espaço Cultural Vila do Artesão. Leia mais em As Cabeças de Chico Ferreira-2.

Citação extraída do catálogo Chico Ferreira

Fotos: Marcelo Pereto

 

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Uma Resposta para: As “Cabeças” de Chico Ferreira, parte 1

  1. MARIA ALICE 11 de novembro de 2010 at 0:00 #

    É SEMPRE BOM ENTRARMOS EM CONTATO COM MENTES TÃO CRIATIVAS COMO ESTAS…..

    A arte sempre nos ilumina, não é?

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