Fenearte e seus homenageados

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Estive visitando a Fenearte 2009 essa semana e vi coisas únicas, peças impressionantes, criativas e repletas do imaginário popular. Por todos os lados encontrei recantos cheios de cultura brasileira em exposição. Já no primeiro corredor os mestres pernambucanos apresentavam o seu melhor trabalho, homenageando Ana a conhecida escultora de carrancas e divulgando o trabalho de suas filhas que prosseguem com a sua técnica. Também, expostos para votação pública, peças incríveis de artesãos diversos, aguardam o resultado do vencedor. Ali percebi como a arte existe e se renova, surgindo reinventada a cada momento nas mentes de brasileiros tão simples e humildes. É uma emoção forte que eles nos transmitem.

 

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O Portal do Artesanato de PE também possuía um espaço de exposição e venda, onde estavam disponíveis para aquisição peças de grandes mestres artesãos. Outra homenageada dessa Fenearte, Janete Costa, recebeu um espaço-museu onde várias peças do seu acervo pessoal estavam expostas. Oportunidade única para ver de perto criações garimpadas por ela com muito cuidado. Mestre Vitalino foi homenageado na área externa, e também Burle Marx, com um quiosque que doou mudas de árvores nativas da Mata Atlântica para quem quisesse auxiliar na sua recuperação.

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Além de tudo isso, um concurso para a escolha da melhor criação usando material reciclado, com muita arte nascendo do meio do lixo, e também escolinhas de arte para crianças assim como oficinas das mais variadas para os adultos. No geral foi muito fácil percorrer todo o percurso da feira, com muitas ilhas de descanso ambientadas com bastante criatividade, e opções de compras para todos os gostos.

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Queria mencionar também que o Estande da Paraíba estava lindo, com as peças de Chico Ferreira, Nevinha, Lee, Maria José de Serra Branca e as irmãs Cavalcanti. E também tive oportunidade de reencontrar alguns dos herdeiros de Mestre Vitalino, o precursor da divulgação da arte popular brasileira mundo afora. Comigo estão, ao meu lado o neto Ednaldo e Jhônata, que com a esposa Nailza dão sequência à herança recebida.

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O único senão fica por conta da falta de sinalização tanto para chegada até o Centro de Convenções, quanto para encontrar a saída de Recife. Nos perdemos e tivemos muita dificuldade em nos localizar. A organização do estacionamento também deixa muito a desejar. Essas coisas, esperamos que melhorem para o próximo ano.

Fotos: Marcelo Pereto

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