O artesanato como negócio: vou ou não vou?

Artesanato como negócio

Pra quem está chegando agora, o papo de hoje é uma continuação de um troca de opiniões que começou lá atrás, num desabafo meu. A troca foi rica desde aquele dia e rendeu um segundo post com o compromisso desse terceiro, porque notamos que muitos de nós temos a mesma dúvida cruel: artesanato como negócio é ou não é bom?!?!

Algumas pessoas me enviaram seus questionamentos, dividiram suas opiniões e pediram a minha também. Para isso volto aqui hoje, vamos seguir a discussão em mais uma etapa.

Uma questão que muitas pessoas apontam é o fato do artesanato ser subvalorizado. A reclamação é grande e acho importante identificar o porque de ainda ser assim para podermos alterar esse status.

Primeiro temos que entender que desde sempre o artesanato era aquela matéria ensinada para as crianças na aula de artes da escola, e quando muito, era uma atividade de mulheres que ainda não trabalhavam fora. Além do que artesanato era a atividade de hippies lá dos anos 70, o que era mal visto pela sociedade desde a época.

Artesanato enquanto atividade feminina

Isso é fato e resulta que convencionou-se tratar o artesanato ou como atividade de lazer, ou para ocupar um tempo livre que houvesse, ou atividade de quem não tinha qualificação profissional. Conta pra mim se não foi assim em seu círculo pessoal?! Minha mãe é um exemplo, uma dona de casa que bordava por encomenda pra ganhar seu din-din enquanto criava os filhos. 

Algumas atividades artesanais eram mais comuns porque o mercado não tinha produtos prontos para oferecer. É gente, o Brasil já foi bem diferente. Daí vinha o conceito de que toda mulher tinha que aprender a cozinhar, costurar, bordar, e etecetera e tal. Tudo interligado.

Você acha que estou exagerando a volta no tempo? Hummm…….!!! Essas definições fizeram o artesanato ser depreciado frente aos produtos industrializados numa época em que eles eram lançados ano após ano. Muitas novidades na lista de desejos de todos para que sobrasse atenção para produtos artesanais. Era um outro tempo e que criou um padrão de pensamento em relação ao artesanato. 

Consumidor com grande lista de desejos

 

Esse modo de raciocinar nossa atividade está tão enraizado em nós mesmos que, quando na posição de consumidores, nos pegamos vez ou outra questionando o valor do feito à mão. Como assim? E por que um absurdo desses acontece?

Porque existem muitas peças feitas de qualquer jeito, sem o uso de bons materiais, sem a busca do aprendizado da melhor técnica, do uso de ferramentas mais apropriadas. 

Mas relaxe, como muitas outras coisas no Brasil, toda essa concepção está em transformação e sou testemunha de que mudou demais nos últimos anos.

A partir do momento em que o mercado se saturou de consumo, com tudo muito fácil de conseguir, voltaram as lembranças das coisinhas únicas, feitas uma a uma, super caprichadas e por isso mesmo especiais. 

Artesãos Brasil afora que perceberam e entenderam onde estava o ponto X da questão, saíram na frente e conquistaram seu espaço. Hoje podemos comprar cursos, materiais e ferramentas de qualquer canto do país, e se na sua cidade há boas escolas de artes, você tem ainda mais oportunidades.

Artesanatos de natal, aprenda agora

Artesão precisa se capacitar

Sua capacitação é o seu diferencial pra fazer frente ao artesanato mal feito, que desvaloriza os outros trazendo de volta essa memória ruim que queremos superar. E capacitação em todos os sentidos, porque é preciso estar atualizado em vários assuntos, como tecnologia e gerenciamento do negócio.

A internet veio pra fortalecer a atividade artesanato enquanto fonte de renda e profissão. Hoje vemos inúmeros artesãos e artesãs vendendo bem porque aprenderam a tirar proveito dessa ferramenta, buscaram conhecimento sobre negócios e criaram seu nicho.

Minha sugestão pra fechar o papo de hoje é que devemos rever nosso domínio na técnica em que trabalhamos, aprender e nos atualizar sempre, investir em material de qualidade e ferramentas que facilitam nosso trabalho além de descobrir os meandros de mundos como a internet e a administração. Se é para ser um negócio, quem primeiro tem que tratar como tal somos nós mesmos.

Analise sua postura e responda pra você mesma: eu sou aquela dona de casa de antigamente que fazia artesanato por distração ou eu sou uma artesã profissional? Meninos, adaptem a pergunta.

Uma atitude profissional em relação ao que você produz vai conquistar o respeito do mesmo nível nos seus clientes. Artesanato como negócio? Eu vou.

Agora é com você. Concorda, discorda, qual é sua opinião? Esse papo vai continuar.

Fotos: 1.Sass Coker do Ask Alice, 2. Castle of Costa Mesa, 3. A Zillion Ideas, 4. Examiner

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59 Respostas para: O artesanato como negócio: vou ou não vou?

  1. LIGIA GOMES 25 de agosto de 2015 at 13:54 #

    Prezada Cris,

    Qualificação, treinamento, qualidade nos materiais utilizados e nos trabalhos efetuados, paciência e persistência, além do essencial foco.
    É tudo o que colocas nos teus artigos e em que acredito,
    Abraços,

    • Cris Turek 25 de agosto de 2015 at 20:13 #

      Ligia é isso e também lembrar sempre de termos uma postura profissional em relação ao artesanato que produzimos. Aí o sucesso nos encontra, 😀 Beijo grande.

  2. mari 22 de agosto de 2015 at 9:18 #

    ola, bom dia!! eu trabalhei muito tempo com confecção de tapetes artesananis, mas de uns tempos pra cá vi que estava pagando pra trabalhar, só fazia revenda, mas na verdade não era eu quem colocava os preços e sim os compradores, quando a gente pedia um aumento de 1 real eles não compravam, então resolvi parar, eu sempre gostei de artesanatos, gostaria de fazer algo para crianças e bebes, tipo acessorios como tiaras, enfeite de quarto e maternidades, lembrançinhas , esse tipo de coisa, mas não tenho noçaõ de como fazer, alguem poderia me ajudar?? como faço pra vender??onde oferecer?? e tem algum curso que ensina ???

    • Cris Turek 24 de agosto de 2015 at 20:21 #

      Mari a primeira dica pra produzir peças para vender com sucesso é fazer trabalhos de técnicas que você já domine muito bem.Existem muitos cursos presenciais que ensinam o que você quer aprender e também muitos mais online. A primeira coisa é saber tudo do que você vai vender, treinar muito, testar muito, pra só depois partir para a venda. Pra se ter sucesso temos que tratar o artesanato como um negócio e não como um hobby. Esse é o primeiro passo. Talvez eu tentaria retomar a confecção de tapetes mas com um foco bem profissional lembrando que é você quem dá o preço, e o caminho é encontrar modos de reduzir seus custos inteligentemente para poder competir com outros produtos. Pense nisso e confie.

  3. ZILMA GALENO 6 de maio de 2015 at 13:48 #

    Boa tarde,

    Faço artesanato, mas gostaria de me reciclar, onde procurar?

    • Cris Turek 18 de maio de 2015 at 20:09 #

      Zilma você pode se informar de boas escolas nas próprias lojas de material de artesanato de sua cidade ou tirar proveito da internet e fazer cursos online em casa. No momento eu indico o Canal do Artesanato para cursos rápidos e o Eduk para temas mais elaborados. Se precisar de links específicos, me escreva. Beijos.

  4. Jacqueline Nóbrega 17 de abril de 2015 at 11:37 #

    Olá Cris,
    Meninas que espaço maravilhoso. É a segunda vez que passo por aqui mas só agora resolvi participar.
    Cris tbm acho que sou artesã desde criança. comecei desconstruindo coisas (segundo minha mâe, quebrando mesmo kkkk) e era obrigada a montar e tudo mais.
    Hoje, com 52 aninhos, ainda não tornei mesmos dons em algo rentável, meus ganhos todos são bem subjetivos. Sou voluntária, facilitadora em artesanato sustentável, ensinando inclusive para idosos e servidores públicos (colegas te trabalho). Hoje estou pensado numa aposentadoria regada artes customizadas reciclando materiais como papel, papelão, arames retalhos e uma infinidade de coisas de escritório, por exemplo.lembrando gente, eu não compro nada, somente cola, tesoura, estilet, alicates o resto é só na criatividade
    Então é isso, ainda não sei se entro no ramo de negócios com artesanato, lembrancinhas…
    Gente, sei fazer de tudo, além de criar coisas bem inovadoras ainda as faço muito bem feito, segundo os comentários.
    Bjs em tdas e parabéns Cris.

    • Cris Turek 19 de maio de 2015 at 10:29 #

      Jacqueline ser produtivo é o mais importante e você já iniciou seu negócio. Claro que para leva-lo como negócio e profissão você vai precisar tomar esta decisão de modo comprometido, mas permita-se seu tempo para encontrar esta resposta: se sim ou não. Precisando, escreva.Beijos.

  5. Mirian 11 de abril de 2015 at 19:36 #

    Alguém pode me ajudar? Como calculo para dar preço à peça? Não tenho a mínima ideia do que cobrar. Faço artesanato por paixão e, se alguém me pergunta se vendo, não sei dar preço. Obrigada

  6. Maria Abrahão 22 de março de 2015 at 15:29 #

    Boa tarde, Cris Turek.

    Estou encantada com tudo que li. As mudanças passam por vários caminhos: valorização do próprio trabalho, materiais de qualidade, investimento em cursos de capacitação e o seu importante trabalho de questionar e mexer com as mentes de todos em busca de mudança do olhar de consumidores e artesãos para todas as formas de manualidades.

    Observo também que nem sempre aquele que sabe fazer tem habilidade para vender. Exemplo disso é o do pintor de arte em telas, ele sempre precisa de um empresário e ou de um curador para expor o seu trabalho numa galeria. Outro exemplo é do jogador de futebol talentoso que ao se tornar muito famoso precisa de um empresário para negociar e representá-lo junto aos melhores clubes de futebol. Assim, acontece com outros artistas como escritores onde o editor é quem vai planejar a publicação de sua obra. Enfim, cada um com sua especialidade de produzir e vender.

    Quero dizer com isso que produzir e ainda planejar sua venda é um desafio a mais. É preciso fazer cursos de precificação e vendas além de especialização técnica.

    Obrigada pelo seu trabalho e continue cutucando todo mundo pois unidos somos mais fortes.

    Abraços afetuosos,
    Maria

    • Cris Turek 24 de março de 2015 at 13:10 #

      maria disse-o bem, unidos somos mais fortes e cutucando uns aos outros lembramos de não perder o foco.Obrigada pelas palavras. Beijocas.

  7. Maria José Matias 14 de janeiro de 2015 at 8:29 #

    Olá Cris
    Bom dia daqui de Portugal, tenho lido seus posts e tem me ajudado muito tambem tenho dificuldade em vender gosto muito de artesanato mas não tenho muito tempo se souber de dicas para ajudar aqui em portugal diga.
    Um grande Bem Haja
    Maria jose matias

    • Cris Turek 14 de janeiro de 2015 at 18:21 #

      Maria José acompanhe todos os posts dessa série que neles vou dar várias dicas práticas. Confere os links dentro desse texto e se tiver dúvidas, escreva. Bjs.

  8. Christina.Gondim 5 de janeiro de 2015 at 1:09 #

    Meninas vejo que todas passamos pelos mesmos problemas e em média temos as mesmas dúvidas…
    Acho que nasci artesã, não sei qdo começou…aos 4 anos fazia trancinhas de crochê, aos 12 roupas de Susie (crochê) aos 20 ponto cruz, e aí as técnicas foram chegando, o quilling, punch art, scrapbook, encadernação, cartonagem e agora as bonecas. Ainda não consegui me sustentar com artesanato, creio piamente que este ano dou uma grande alavancada em relação a isto. Um dos problemas que tenho é que sou narcisista com minhas coisas e acabo perdendo muito tempo, vou ficando encantada e paro pra ficar olhando…um horror (rsrsrsrs). Moro atualmente em Vila Velha E.S, aqui agora que estou começando a encontrar materiais com preços mais em conta, antes, a maior parte de minhas ferramentas e materiais de trabalho eu comprava em São Paulo ou mandava buscar fora. Acredito em preço justo, hoje estou mais tranquila, com a questão de preços, não gosto de dar descontos a toa, dou desconto na quantidade, e mesmo dando desconto, nunca uso material inferior pois acredito que se não podemos dar descontos, não damos e ponto, melhor perder a venda que ter o nome queimado por produto inferior. Mas toda esta história que acabei escrevendo estava fora de meus planos, em meus planos eu discutiria outro assunto, então vou a ele: hoje percebo que as pessoas estão respeitando mais o material artesanal, meus clientes por exemplo, raramente regateiam preços e em geral me deixam meio livre pra criar e isto me faz muito bem. Lembro que qdo comecei no artesanato pra venda, as peços queriam preço baixo e ficavam desvalorizando meus produtos, descobri que parte disto era culpa minha, uma questão de postura na hora da venda, não sei explicar, mas hoje percebo que as pessoas em geral gostam de coisinhas feitas especialmente pra elas.

  9. Adriana 22 de dezembro de 2014 at 13:57 #

    Oi Cris, gostei muito do seu post, sempre ajudam muito, inclusive com as opiniões postadas.
    Amo artesanato, mas trabalho na área administrativa e vivo num dilema, pois quero me dedicar somente ao artesanato, mas devido ainda a visão de muitos a respeito do artesanato, como foi falado aqui, ser uma atividade de hobby, que não valorizam,… tenho receios pela cobrança alheia, pois demanda um tempo até que gere os frutos esperados, e acabo adiando.

    • Cris Turek 8 de janeiro de 2015 at 15:01 #

      Adriana a primeira resistência que você precisa vencer é a sua própria e eu entendo perfeitamente que ela exista. Mas fique atenta, para não perder oportunidades apenas por medo do que os outros pensam do assunto. Descubra seu caminho, ele pode ser bem real e rentável. 😉

  10. manuela silva 17 de dezembro de 2014 at 9:56 #

    Bom dia, adoro as vossas sugestões.
    Vivo em Portugal e percebo que o Brasil tem melhores respostas em termos de materiais e utensílios, o que ajuda muito nesta atividade.
    Sucesso
    Manuela Silva

    • Cris Turek 19 de dezembro de 2014 at 15:56 #

      Manuela não posso dar opinião a respeito de Portugal por não conhecer sua realidade, mas espero que aos poucos os artesãos portugueses consigam encontrar tudo que precisam. Aqui no Brasil ainda temos muitas deficiências nesse sentido, e nos viramos usando as compras pela internet. É o que salva muitas vezes. Beijos e sucesso pra você também.

  11. graça oliveira 4 de dezembro de 2014 at 8:32 #

    Em parte eu concordo que devemos fazer trabalhos de boa qualidade com melhores materiais,mas quando fazemos isso encarece mais o produto e aí está o xis da questão,participo de feiras e observo que amigas que trabalham com o mesmo produto e às vezes inferior que o seu vende mais,porque ela trabalha com tecido inferior e um acabamento bem simples e vende mais barato ,entendi que o povo não olha por esse lado de estar mais bonito,eles só fazem admirar e tirar fotos e compram os trabalhos da vizinha que o preço é inferior,então vc fica triste de ver seu trabalho com lindos barrados de crochê ou de tecidos que são caríssimos voltar de novo para casa,porque vc simplesmente não vai vender quase de graça o seu trabalho

    • Cris Turek 9 de dezembro de 2014 at 19:04 #

      Graça até entendo como você se sente nessas horas, mas não posso concordar em baixar a qualidade do produto pra vender por qualquer valor. Não acredito que essas pessoas ganhem dinheiro. Duvido e muito. Ainda acho que quem tem talento e habilidade só precisa achar seu nicho e talvez mudar alguma coisa no design do produto, mas optar pela má qualidade para mim não dá futuro pra ninguém. Com certeza você faz melhor por fazer caprichado e deve procurar seus clientes em outro tipo de feira. Você ainda vai acertar, confie.

  12. Lise 28 de novembro de 2014 at 14:48 #

    Olha, tenho alguma visão sobre coisas artesanais aqui no Brasil.
    De inicio só serve pra turista e no Ceará e Bahia.
    Pessoas que fazem artesanato são consideradas ou doentes mentais ou alguma velhinha desocupada que faz isto pra não enforcar, pobre miserável que ganha pouca pensão e por ai afora.
    Em suma, no BRASIL artesão não vale nada e produto artesanal é o resto dos restos para a maioria absoluta dos consumidores.
    Até deboche p. exemplo eu li, sobre a candidata Marina Silva. Notei que ela usa uns colares ao estilo eco, mesmo que sei que ela de origem do norte do Brasil, pois eu li muita gente debochando dela, que se ela fosse eleita decerto ia encher de tapete de fuxico e vasos de cebolinhas lá no Planalto…sem comentário.
    O brasileiro também não dá valor a coisas artesanais p/ criança como uma manta tricotada, p.exemplo. . Compra qualquer trapo baratinho e enrola o filho, mesmo pq a maioria tem filho por ter e dai é só um estorvo.
    O brasileiro despreza artesanatos isto é regra nmeste país..
    Como meio de viver é uma tolice.
    Não adianta n se esforçar e se dedicar a inutilidades assim sentenciadas pelo povinho B do Brasil, que comprem todas as podridões chinesas feitas de restos de panos até com sangue dos lixos que eles aceitam do mundo todo. O brasileiro minha amiga beira selvagem ignóbil. Não adianta.
    Vá para sites da Alemanha, Noruega, Franceses,Ingleses, Norte Americanos e verá que lá artesão é gente e artesanato lá é negocio mesmo e algo extremamente desejável.
    Meus parabéns por sua dedicação a esta causa perdida no Brasil.

    • Cris Turek 3 de dezembro de 2014 at 15:28 #

      Lise você mesma indicou uma ótima alternativa: anunciar em sites estrangeiros, que já tem muitos brasileiros e deveria ter ainda mais, afinal todos são abertos a artesãos de qualquer país. Eu acho que você está muito chateada com a situação, só não deixe que isso limite sua visão das possibilidades e seus objetivos em relação a fazer artesanato como negócio. Beijos e conte comigo, 😉

  13. Eliana 28 de novembro de 2014 at 13:47 #

    Olá Cris, gostei muito do assunto da postagem. Estou tentando me iniciar em alguma feira aqui na minha cidade mas é difícil demais!!! Falta incentivo e boa vontade da prefeitura, que deveriam valorizar o artesão de sua cidade, onde a exposição de nossos trabalhos trariam divisas para a cidade com o maior consumo nosso de matéria prima para confecção das peças. É lamentável mas, gosto de fazer trabalhos manuais mas não tenho onde expor para vender. Como podemos avaliar essa realidade? Abraços mineiros.

    • Cris Turek 3 de dezembro de 2014 at 15:29 #

      Eliana taí um tema interessante pra colocarmos um fórum e ouvirmos opinião de quem foi às cias de fato nas feiras e bazares. Vamos tratar desse tema mais adiante, prometo. Bjs.

  14. Edna 25 de novembro de 2014 at 15:47 #

    Olá Cris
    Adoro passar por aqui, para ver novos trabalhos e novas técnicas.
    Me interessei muito por este post…pois ando pensando muito em me embrenhar por esta área…sempre amei trabalhos manuais.
    Parei recentemente de trabalhar no comércio da família e preciso achar algo p/ fazer…no entanto quero algo que me dê prazer e artes sempre me vem à cabeça.
    Mas estou perdida, pois como vc bem disse, é preciso se especializar e focar em algo…é justamente aí que não sei qual caminho tomar. Tenho tentado aprender a costurar e faço bonecas p/ doar a crianças carentes. Porém sou bem ansiosa e faço tudo com muita pressa, o que atrapalha bastante minhas tentativas de costura.
    Preciso achar algo que além de me trazer satisfação pessoal, me traga paz…
    Bjs e obrigada pelas dicas preciosas.

    • Cris Turek 3 de dezembro de 2014 at 15:42 #

      Edna é esse mesmo o caminho: achar algo onde sua produção siga naturalmente. Depois que definir isso fica mais fácil de seguir adiante. Beijos.

  15. Lucina Elena 15 de novembro de 2014 at 18:10 #

    obrigadaCRIS
    Eatamos ai……

  16. sirlene santana 13 de novembro de 2014 at 23:27 #

    Boa noite ,é isso mesmo….eu gosto muito de Artesanato mas com qualidade e simplicidade,mas bem feito e belo e que saia do coração criado por uma alma artesão….isto é belo,isto é lindo…gosto de criar e fazer criando todas as peças,e é muito bom,eu amo o qua faço…bjos paz e luz …Recife/pe
    Fia e Paixão fazendo arte.

    • Cris Turek 15 de novembro de 2014 at 13:19 #

      Sirlene isso é super importante, amar o que se faz. Sucesso.

  17. Jucilene Prado 11 de novembro de 2014 at 20:46 #

    Olá, Cris, é a primeira vez que eu comento em seu blog, sou artesã e trabalho exclusivamente com materiais de reciclagem, aprendi tudo em paps e dou o meu melhor para criar cada peça, faço vaso, cachepos, baús, cestarias e peças decorativas, aprendo as técnicas e faço meu jeito, tenho muita coisa feita, tb estou dando aula no CRAS da minha cidade ( que é bem pequena), e pra dizer a verdade as vezes também me pergunto o que fazer com tudo isso, as pessoas que veem meu trabalho acham mravilhoso, mas venda que é bom nada…….e isso me deixa triste porque não tenho vontade de fazer outra coisa, aprendi a fazer artesanato em meio de circunstãncias complicadas, mas hj eu agradeço a Deus por me dar esse dom, fiz um blog ( ou melhor ainda estou aprimorando) pois sou totalmente leiga o assunto, mas como tudo que aprendo tem muito de paciência e persistência estou indo a luta, triste como já mencionei, mas não desacreditada e desanimada, pois eu sei que minha hora vai chegar e vou conseguir vender minhas peças……… o post realmente ainda vai dar o que falar, pois é legal compartilhar opiniões…..
    obrigada…

    • Cris Turek 15 de novembro de 2014 at 13:21 #

      Jucilene com certeza vamos abordar mais detalhes dessa condição do artesanato enquanto negócio e eu espero que ao longo do bate-papo eu possa auxiliar você no que precisar. Beijos grande.

  18. liliane 11 de novembro de 2014 at 15:25 #

    amo o que faço…tenho técnicas variadas…mas tenho muita dificuldade em divulgar e vender…brinco dizendo…sei fazer , não vender.,.quando pechincham desvalorizando meu trabalho prefiro não vender…não gasto tempo e dinheiro para vender a troco de nada…muitas vezes desanimo mas o amor pelo meu trabalho me leva a continuar tentando…

    • Cris Turek 15 de novembro de 2014 at 13:23 #

      Liliane temos que lembrar que qualquer empresário, de qualquer ramo, passa por essa situação.Não se deve desvalorizar o próprio trabalho nunca, você está certa, e como qualquer empresa vamos aprender mais coisas e trocar ideias para entender melhor como administrar isso.

  19. teresa ap de aquino Soranso 10 de novembro de 2014 at 10:08 #

    Está certa, Cris, é preciso valorizar, aperfeiçoar, administrar. Aquele artesanato de qualquer jeito que desvaloriza o bonito não deve ganhar espaço, mas o bonito, único, caprichado, ganha cada vez mais valor. Faço peças em costura e bordado, acessórios pra maternidade e festas e cada vez mais aumenta a procura no setor. Só ganha valor o que é bem feito! Bjs e boa semana!

    • Cris Turek 15 de novembro de 2014 at 13:25 #

      Isso mesmo Teresa e seu depoimento é o tipo de argumento que valida minha opinião sobre esse assunto. Obrigada por escrever e participe dos próximos temas. Beijos.

  20. LUCINA 8 de novembro de 2014 at 6:50 #

    Gosto muito dos seus comentarios e conceptos sobre o ARTESANATO.
    Sem dúvida é uma arte e como tal deve ser encarada com amor e resposabilidade,se não tiver estes atributos……pode esquecer.Geralmente herdamos da nossa mãe,como é o meu caso,ela era uma vrdadeira artista,sou a única das 5 hermãs que faz artesanato…sempre tivemos bonecas,ursinhos,girafas,e as nossas roupas eram bordadas á máquina,todos dicem que eu herdéi o dom da minha mãe,(com muito orgulho)Sempre tive sorte de vender o que faço,ajudo e ensino o que posso,queria extender esto comercialmente e por esso estou pedindo ajuda e orientação.Sempre trato de colocar um “algo a mais” nas coisas que faço…e as faço com muito amor.Obrigada por falar conosco,com tanta clareza e sinceridade.UNAMOSNOS,Y SEREMOS MAS FUERTES.

    • Cris Turek 15 de novembro de 2014 at 13:27 #

      Lucina perfeito, vamos nos unir para nos fortalecer. E vamos continuar essa troca de opiniões justamente para reconhecer os pontos onde podemos mudar o rumo da história. Continue acompanhando e participando. Beijos.

  21. Bete Mendes 7 de novembro de 2014 at 21:53 #

    Olá Cris,
    Quero dizer que gosto muito dos seus posts, procuro ler sempre, porque eles me ajudam muito, muito mesmo.
    Concordo com a Regina Celia, temos que dar muito valor no nosso trabalho, porque pessoas que não conhecem o artesanato com certeza vão tentar
    nos derrubar.
    Abraços

    • Cris Turek 15 de novembro de 2014 at 13:28 #

      Bete o consumidor pode ser cruel às vezes, mas é ele que mantém o negócio vivo. Vamos aprender a lidar com as opiniões e quem sabe, modifica-las a nosso favor. Beijos.

  22. Glícia Maia 6 de novembro de 2014 at 20:17 #

    Oi Cris,

    acompanho a vila e seus pots há algum tempo, mas essa temática mexe tanto comigo que resolvi comentar pela primeira vez.
    Eu estou exatamente no dilema de investir e entrar no ramo como atividade principal ou não.
    É difícil encontrar, fora do meio, pessoas que deem apoio ao meu sonho…mas isso não significa que desisti. Estou buscando melhorar, começando devagarinho, quebrando as barreiras em mim…seguindo em frente.
    É por isso que o espaço que você criou é tão maravilhoso e necessário para iniciantes como eu.
    Mantendo a luz e o bem como caminho, vamos [email protected] chegar onde queremos!!

    Adorei fazer contato e acho que agora não paro mais…
    Minha admiração e um forte abraço pra você!

    • Cris Turek 15 de novembro de 2014 at 13:30 #

      Glícia continue por perto porque o assunto ainda vai render. Vamos tentar esmiuçar esse tema pra resolver as dificuldades que nos afligem. Venha sempre, será um prazer. Beijos.

  23. Regina Célia Caridade 6 de novembro de 2014 at 12:30 #

    Olá Cris!
    Acompanho suas postagens faz tempo, e hoje é primeira vez que comento.
    Se o artesão está consciente que usou um material de boa qualidade, que o acabamento está impecável, que foram investidos ferramentas, mão-de-obra e energia, custos com cursos, ou mesmo o tempo dedicado à internet sentado diante do computador acompanhando tutoriais e PAPs (eu por exemplo aprendi muita coisa aqui na Vila do Artesão, e sou grata por isso)… Enfim, a valorização do artesanato tem que partir de quem o produziu.

    Muitos desanimam porque a venda não é imediata, pior ainda são os “choramingões pechinchadores” reclamando dos preços e jogando seu lucro no ralo. Esses (aff!), se a gente não se manter firme e centrada, destroem nossa auto-estima… Mas eu digo: não depreciem seus trabalhos! Cliente que reclama de preço é porque não reconhece o trabalho e investimento ali empenhados. Cliente que conhece artesanato bem feito paga sem pestanejar.

    Eu não entrego meus trabalhos a preço de banana. Nem em sonho! E deixo um conselho: não vendeu? Pois bem, embrulhe seu artesanato em um saco plástico, coloque um sachê para dar um cheirinho e deixe lá guardado bonitinho, bem protegido. Foram gastos tempo e dinheiro? Sim! Mas tenha paciência, seu lucro será recuperado, pelo menos a peça está pronta, parou de gerar gastos, além disso ela não é perecível. Seu trabalho não é xepa!

    Cris, lembra dos livros de História, quando era falado sobre as classes sociais? Por exemplo, sobre o Egito, Roma e Grécia antigas, ou nos tempos da Idade Média? Recorda onde ficava o degrau social dos artesãos (e agricultores também)? Um patamar acima dos escravos!
    O tempo passou, mas ainda está impregnado na mente das pessoas que artesão pertence ao pavilhão da ralé! Galera, tempos modernos, estou careca de conhecer gente formada em faculdade (nos mais diversos cursos) que tem como atividade e renda o artesanato. Traduzindo: “nóis é artesão, mas nóis não é burro!”. Temos habilidades manuais, e capacidade mental também, tá? Nossa criatividade é infinita! Agradeço a Deus pela facilidade que tenho em aprender trabalhos manuais. É meu dom, sou feliz por ele. Maravilhoso seria se todos tivessem por suas respectivas profissões a mesma paixão que nós temos por nosso trabalho. Nossa!… O mundo seria cor de rosa.

    Cris, adoro suas postagens, dicas e orientações! Seu trabalho é muito importante, tem ajudado muita gente, como tem ajudado a mim.
    Um forte abraço!

    • Cris Turek 6 de novembro de 2014 at 12:42 #

      Gostei de ver Regina Célia. Se mais artesãos se sentissem tão seguros, certamente já seria diferente. Tem razão quando lembra que alguns, no desespero de vender, se diminuem perante outros produtos. Está certa, não é xepa, e não é perecível. Guarde para um momento mais apropriado e vamos continuar trocando figurinhas e encontrar mais motivos para repensar nossa postura.Vamos conquistar degrau a degrau o respeito pelo nosso trabalho, começando por nós mesmos.Beijos, 😀

  24. Marly Bomfim 6 de novembro de 2014 at 12:13 #

    Eu também estava em dúvida se devia continuar, mas vi que há pessoas que tem interesse em aprender e aperfeiçoar. Meu foco é passar os conhecimentos de técnicas que praticamente estão mortas, como as rendas de agulha e despertar o interesse no que é belo e único. Venho procurando adaptar as novas tecnologias como ferramenta de aprendizagem e tenho tido êxito na procura dos cursos que tenho ministrado como frivolite, renascença, renda de sol, richelieu e outras rendas de agulha. Estou sempre procurando por técnicas que já não encontramos com tanta facilidade. Em minha cidade o artesanato é muito rico tanto em técnicas como em matérias primas. Sua postagem foi de muita ajuda para minha reflexão.
    Obrigada por compartilhar suas ideias e ideais.

    Marly Bomfim
    Artesã de Vitória/ES

    • Cris Turek 6 de novembro de 2014 at 12:34 #

      Marly propósitos como o seu, de manter vivas técnicas tradicionais, são importantíssimos ao meu ver. Gostaria de falar mais com você a respeito, tenho todo o interesse em ajudar a divulgar seu projeto. Vamos nos falar. Beijos.

  25. Juliarte 6 de novembro de 2014 at 12:12 #

    Menina de Deus, finalmente alguém que conseguiu por em palavras tudo o que eu questionava.

    Parabéns amada, é isso mesmo!!

    Eu invisto tanto em curso e em materiais de ótima qualidade, e me deparo com pessoas que fazem de qualquer jeito, nossa, eu não falo que faço artesanato, costumo dizer que faço arte mesmo, tamanho amor, dedicação e tempo em que dedico a cada trabalho feito.

    Parabéns!!!!

    Beijos a todos e todas!!!

    Ana Julia.

    • Cris Turek 6 de novembro de 2014 at 12:31 #

      Ana Julia que bom que estou acertando na argumentação, porque essa conversa ainda vai longe. Parabéns por já estar fazendo o correto, você sai na frente, com certeza. Beijos.

  26. Geane Benevides 6 de novembro de 2014 at 9:25 #

    Oi, Cris!
    Primeiro gostaria de dizer que seus posts são realmente maravilhosos. Mas na correria do dia-a-dia, nem sempre podemos ler e comentar.
    Estou passando por exatamente isso que você escreveu. E tenho colocado em mente que preciso realmente me organizar e planejar (tempo, material, técnicas… e por aí vai).
    Passei pelos últimos meses pensando muito se realmente valia a pena continuar trabalhando com artesanato, devido a esse grande obstáculo. Nem sempre o cliente entende que o preço praticado é justo e considera-o como caro. Mas tento mostrar sempre a qualidade dos meus artesanatos e até hoje, não tive nenhuma reclamação.
    Uma das decisões que tomei foi me especializar mais em um tipo de técnica e tentar abranger um tipo de produto específico.
    No momento, estou com dificuldades em organizar meu tempo, mas estou buscando dicas e tentando colocá-las em prática.
    Só sei que para nosso trabalho artesanal, (que é para mim, o que eu amo fazer), precisamos insistir e persistir.
    Por favor, continue com suas postagens.
    Beijos,

    Geane Benevides – Fortaleza- Ce

    • Cris Turek 6 de novembro de 2014 at 12:29 #

      Geane escolha acertadíssima, focar é super importante. O valor do artesanato está mudando do ponto de vista do consumidor, o que falta, talvez, seja que o próprio artesão mude o seu, torne-se mais profissional para que isso seja sustentável ao longo do tempo. Siga no seu projeto, o tempo vai aparecer e as oportunidades também, de se aprimorar e descobrir novidades. Sucesso.

  27. Thais Pinheiro 6 de novembro de 2014 at 8:43 #

    Olá,
    Gostei do questionamento abordado, é muito importante fazermos ele porque irá influenciar diretamente no produto, deste produção até a hora da venda. Algum tempo(uns dois meses) entrei em contato com algumas artesãs pois me disponibilizei a ser mentora empreendedora voluntária, muitas vezes o artesão não tem uma base de como gerir o seu negócio e se sentem desmotivados e acabam por desvalorizar o próprio produto, hoje alem da internet existem organizações voluntarias que podem ajudar na questão do direcionamento, em Belo Horizonte existe a rede cidadã que faz um trabalho voluntário para auxiliar os pequenos empreendedores. Deixo a dica para os que tem dúvida, o artesanato é um trabalho maravilhoso, o mercado está cada dia mais crescente, se não sabe como gerir procure auxilio de quem pode ajudar e mãos a obra.

    • Cris Turek 6 de novembro de 2014 at 12:27 #

      Thais perfeito, é por aí mesmo. Existem órgãos que auxiliam gratuitamente e muito. Gostei da sua indicação, vou anotar pra mais adiante. Beijos.

  28. Maria Regina 6 de novembro de 2014 at 7:38 #

    Olá! Adoro tudo da vila. Penso como a Cris. Sou professora aposentada. Sempre gostei e fiz ” coisinhas” . Agora tenho um ateliê de artesanato. Comecei há 3 anos só com infantil. Não deu certo. Diversifiquei. Hoje tem de tudo um pouco. O que curto: decoupage em tecido e atualmente peças de feltro. Olha não consigo, na minha cidade, viver disso nao. As vezes desanimo. No site, muito pouco. O frete é caro. Sei lá até quando vou resistir. Amo artesanato mas, sinceramente, eu não estou conseguindo. Desculpe o desabafo. Obrigada. Regina.

    • Cris Turek 6 de novembro de 2014 at 12:25 #

      Maria Regina o espaço é pra isso também, desabafar. Foi assim que começamos essa troca. Anotei sua questão e vamos falar sobre isso ainda. Beijos e obrigada. Guenta firme!!!

  29. Flavia Pestana 6 de novembro de 2014 at 6:49 #

    Concordo e muito, às vezes não damos a valorização devida nem com o outro colega que faz um trabalho maravilhoso, sem ao menos questionarmos o tempo que a pessoa se dedicou naquela peça. Eu mesma toda vez que faço uma peça que demora sempre justifico ao cliente o porquê daquele valor e tem dado super certo. Ainda não ganho o que gostaria, mas aos poucos vou me aperfeiçoando e isso vai agregando valor ao meu trabalho.

    • Cris Turek 6 de novembro de 2014 at 12:23 #

      Flavia é isso mesmo, a valorização começa em nós mesmos. O papo vai seguir, tem outros pontos interessantes. Aguarde. Beijos.

    • SUELI SANTANA 10 de abril de 2015 at 9:21 #

      Eu concordo plenamente com todos vocês sou artesã e procuro sempre o melhor para o meu trabalho, estou querendo entrar no mercado de trabalho de artesanato e preciso de algumas dicas de como iniciar , criei uma pagina no face e gostaria de vender pela internet , poderiam me ajudar.

    • Cris Turek 19 de maio de 2015 at 11:16 #

      Sueli estou te enviando um link que dentro tem vários outros com dicas práticas para gestão de negócios. Clique nas letras azuis pra ver cada matéria: http://www.viladoartesao.com.br/blog/2013/04/colocando-preco-e-vendendo-seus-artesanatos/ ,beijos e sucesso.

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