Zoom – Poema

Sibito do meu quintal, descansando no pé de maracujá

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti.

Mario Quintana

 

Foto: Pássaro Sibito também conhecido como Cambacica, fotografado por Marcelo Pereto no pé de maracujá de nosso quintal

Você vai gostar também de:

, ,

8 Responses to Zoom – Poema

  1. Joane 3 de julho de 2011 at 19:53 #

    Mais uma vez parabéns pelo site querida.
    Como sempre está tudo lindo.
    Sou apaixonada por Mario Quintana e amei a escolha. Fique com Deus, bjsss

    • Cris Turek 3 de julho de 2011 at 21:15 #

      Esse poema é lindo mesmo, e diz tudo o que eu queria transmitir, Joane. Beijo.

  2. Judy 27 de junho de 2011 at 14:18 #

    Linda foto, lindo poema.
    Uma semana de muita luz e harmonia!

    Bj

    • Cris Turek 27 de junho de 2011 at 19:29 #

      Igualmente amiga querida, uma ótima semana Judy.

  3. Silvana Santos 27 de junho de 2011 at 9:12 #

    Se criar é inventar, e reinventar o novo é proporcionar um pouco de tudo…
    Inventamos um pouco de Deus dentro da gente; pois o grande inventor foi “Ele”. Então somos o que foi feito, somos criaturas que criamos…..

    • Cris Turek 27 de junho de 2011 at 19:28 #

      Sua mensagem também é um poema Silvana. Obrigada.

  4. modelartes 26 de junho de 2011 at 20:55 #

    OLá gostei deste blog, interesante, inclusive o vídeo de pintura. Parabéns

    • Cris Turek 26 de junho de 2011 at 21:49 #

      Seja bem-vinda Valeria e participe sempre que quiser.

Deixe uma resposta